A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e a Abióptica (Associação Brasileira da Indústria Óptica) reativaram no último dia 28 de janeiro o Comitê Brasileiro de Óptica e Instrumentos Ópticos (ABNT/CB-49). Com isso, as duas entidades pretendem dar continuidade no trabalho de revisão das normas técnicas do setor iniciado ainda em 2001. Ao longo deste ano Comissões de Estudo se reunirão para analisar normas já existentes e também propor novas normas de acordo com as necessidades das indústrias.
A regulamentação técnica é fundamental para que os players do mercado tenham referência no momento de avaliar a qualidade de materiais, equipamentos de produção e produtos finais, entre outros itens. Já no primeiro encontro foram definidos colegiados que ficam responsáveis por estudos específicos. Dentre eles estão lente, armação, lente de contato, equipamentos e óculos escuro. Cada grupo apresenta as normas propostas para subgrupos que serão analisadas pelo gestor do Comitê e presidente da Abióptica, Bento Alcoforado, em conjunto com o corpo técnico da ABNT coordenado pela secretária técnica Ambra Nobre, que é consultora sênior do Claeq e especialista em avaliação da conformidade.
O Comitê deve atuar em três etapas. A primeira é a reavaliação das normas criadas e que estão em vigência desde 2004. Com isto, é possível partir para o segundo passo que com atualização da normalização existente e fechar o trabalho com propostas de novas normas. “O trabalho atual já mostra evolução com a criação de dois novos grupos que são os de lentes de contato e equipamentos. Nestes casos, os grupos terão de entender as demandas de produção e o anseio do consumidor final para seguir na criação das normas específicas”, completa o gestor do Comitê, Bento Alcoforado.
Assim que concluído o trabalho, será possível ter em mãos um verdadeiro manual de qualidade do setor. As indústrias terão guia para avaliar o que já é feito e capacidade de direcionar investimentos para áreas que precisam se enquadrar aos padrões de possíveis atualizações da ABNT/CB-49. O consumidor também será beneficiado de forma direta. “Em muitos casos o consumidor pode não se interessar em pesquisar as normas técnicas para avaliação do produto na hora da compra. Porém, passa a ter oferta de produtos ainda mais qualificados no mercado”, acredita Bento Alcoforado.
O trabalho deve se repetir a cada três anos. “A ideia é que as regras sejam compatíveis com certificações ISO comum em diversos setores industriais. O mercado deve se organizar de tempos em tempos para a manutenção da qualidade dos produtos e maior controle em todas as etapas da produção”, conclui o gestor do Comitê.